05 julho 2011

Charles Bukowski







BIOGRAFIA DO VELHO SAFADO

Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha.
 Filho de um soldado americano e uma mãe alemã, mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de  terminar seu último romance: Pulp  em 1994.
Li fervorosamente seus livros por toda adolescência. Cartas na Rua e Mulheres foram os mais marcantes.
 Minha primeira briga feia com meu irmão foi por causa do Bukowski. Achava o livro Mulheres impróprio para eu ler tão jovem e em seguida, foi quando estava lendo Zero de Ignácio de Loyola Brandão. No final tudo acabava bem, mas quando a barra pesava em casa, punha o livro na bolsa e ia ler _  perto do colégio que estudava _ na bancada do vão livre no MASP.
Bons tempos.

Beta


Restaurante em Folegandros - Grécia


Estante de livros na praça em Folegandros - Grécia


Há alguns dias reencontrei uma antiga vizinha dos tempos de criança. Morávamos na mesma rua. Era uma cidade pequena, tranquila, onde todos se conheciam. Ainda hoje me parece perfeita _ lembranças de infância são poderosas. Naquela época enxergava homenzinhos em troncos de árvores no jardim de casa. Tinha dúvidas seríssimas: se era ou não possível tropeçar em sacis, mulas sem cabeça e todo o imaginário infantil reforçado, como boa paulista, pela paixão por Monteiro Lobato. 
Ainda meninas nos mudamos com nossas famílias. Fui para São Paulo e ela para o Rio de Janeiro. Nosso reencontro aconteceu ao acaso, nos esbarrando numa rede social. 
Conversamos longamente, e lá pelas tantas comentei que tinha um blog. Ela passou por aqui e então me disse: ''vi seu blog'', e nada mais. Normalmente as pessoas comentam o que acharam, variavelmente elogiam, enfim, o de praxe _ e ela nada. Fiquei curiosa e resolvi perguntar. Sem titubear, me disse que discorda inteiramente da forma que me relaciono com os livros _ referia-se ao texto que postei há alguns dias chamado O Sebo _ e completou: "na medida em que ele é guardado numa estante, depois de lido, perde sua função. Por isso eu não guardo os livros que leio, passo-os adiante. Deixo em bancos de jardim, dou para amigos e conhecidos. Como moramos num país que não prioriza a cultura, consigo fazer com que as pessoas se interessem em ler, sobretudo aquelas que não têm oportunidade de compra-los, em resumo, sou uma bibliotecária muito moderna. Na última viagem que fiz à Grécia, fui a Folegandros, e lá percebi que havia perdido o livro que estava lendo e que havia trazido do Brasil. No dia seguinte, fomos almoçar em um restaurante que fica na praça principal; qual foi meu espanto quando descobri que, em pleno restaurante a céu aberto, um cidadão tinha colocado uma estante na praça com os livros que certamente haviam sido doados por turistas.
Olhando a estante me deparei com meu livro. Tentei explicar que era meu e indaguei se poderia pegá-lo. O dono disse que poderia levar o que quisesse, que estavam lá para serem lidos. Lá é tradição deixá-los nos bancos das praças. As pessoas não conseguem entender como uma bibliotecária como eu, que a príncípio é uma guardiã de livros, não consegue guardá-los".
Quando minha amiga terminou sua narrativa, eu estava totalmente fascinada. Aquela rua especial da infância, os tempos modernos que nos devolvem amigos perdidos, e a forma generosa e revolucionária que ela em especial se relaciona com os livros.
 Olhei para minha estante abarrotada deles. Senti-me profundamente constrangida. Sempre  procurei não me deixar seduzir por coisas de comprar. Às vezes acontece de abrir a porta do carro errado quando o modelo é parecido. Percebi que muito do que chamava amor aos livros era vaidade. Faz com que eu retenha informação, decore minha casa, exponha algum conhecimento pessoal.
 A relação tão próxima que minha amiga tem com os livros, a de arquivista e guardiã,  trouxe a ela esse entendimento: depois de lido é só papel.
 Me senti meio pirada, como as pessoas apegadas às suas coleções. E quantas não são assim. Estoques de bolsas, pares de sapatos, quadros fortalecendo o patrimônio. Tapetes com dois mil pontos o metro quadrado e assim vai. Mas nada pode ser tão egoísta como não passar um livro adiante. Pura vaidade. Depois dessa conversa separei alguns e com dificuldade vou doar. É um começo. Penso nisso. Aquele livro fechado como paisagem está morto. Tanto quanto um poeta amordaçado.
 Planejo separar os mais queridos, os que sempre lerei. O restante, para o mundo.
 Obrigada, Beta!

29 junho 2011

Cigarrofobia








O que me incomoda é o olhar de quem não fuma _ principalmente de ex-fumantes _ e constatar com que prazer andam sapateando sobre nós. 
A Cigarrofobia está demais. Se acendemos um cigarro num lugar arejado, distante de alguém , por que o sujeito lá da outra ponta faz questão de abanar o ar com as mãos? Não estou de modo algum interferindo no seu espaço aéreo, mas o Cigarrofóbico se dá o direito de me apontar com o dedo em riste!
Nós fumantes estamos nos tornando páreas nessa sociedade insana, onde o Estado paternalista dita atitudes e controla comportamentos, através de maciças campanhas publicitárias. Se eu, adulta, tenho conhecimento dos danos que o fumo me causa, como indivíduo quero o direito de optar.  Me sinto invadida e desrespeitada na minha individualidade e liberdade.
 Por que não permitem a abertura de  bares apenas para fumantes? Simples assim: quem fuma frenquenta esse determinado bar. E os funcionários? Seriam contratados funcionários fumantes. Talvez o receio de todos preferirem o bar da fumaça, inclusive os comerciantes, seja o motivo. 
Os cigarros estão aí sendo vendidos enquanto nós, consumidores, somos encarados como os personagens do filme de ficção Invasores de Corpos: o alienígina ao descobrir que o sujeito era humano, soltava um grunhido e o apontava para sua turma correr atrás! 
Não como carne há anos. Seria uma tremenda arrogância discriminar e acreditar que os carnívoros são menos evoluídos. E olha que entre queimar papel e mastigar animais... 
Dia desses, fui marcada em uma foto numa longa lista postada por uma amiga numa rede social. O assunto desviou para o cigarro. Trocavam palavras de encorajamento para os amigos que tentavam largar o vício, ou que tinham conseguido, e se auto-elogiavam com ênfase no orgulho por nunca terem fumado. Eu, muito enxerida, agradeci a marcação e disse que era fumante. Pra que? Ouvi conselhos, críticas pesadas, algumas bizarras, e quando resolvi me defender dizendo que não era infeliz nem auto-destrutiva, uma das participantes argumentou na histeria da razão que Jesus nunca fumou!
 A loucura que tento colocar, é a paixão desmedida, quase violenta dos politicamente corretos. Esse patrulhamento dos Cigarrofóbicos  é tão nocivo que  tornaram-se viciados em virtudes. Julgando e sentenciando, construindo um perfil para o fumante muitas vezes deturpado. Nem todo fumante é suicída e invasivo, como nem todo não fumante é plenamente feliz e saudável. Os cigarrofóbicos tornaram-se maniqueístas, como num drama de novela mexicana onde há vilões e mocinhos.
Reflitam a respeito da prepotência e intolerância. O fumo não altera o comportamento, e a fumaça pode facilmente ser controlada com bom senso. Educar é melhor que impor!
 Daqui a pouco, qualquer atitude fora dos padrões do ministério da saúde _ que nos adverte _ será considerada subversiva.
E não adianta me convidar, não vou à sua casa se não houver liberdade. O bom senso está implícito!

24 junho 2011

Zeitgeist



 Zeitgeist é um movimento social de escala mundial, que propõe mudanças  na forma de encarar o mundo. Um de seus maiores objetivos , é para que a sociedade moderna transite de uma economia baseada em dinheiro para uma economia baseada em recursos. É o braço ativista do Projeto Vênus, que é o trabalho da vida do engenheiro social e "designer" Jacque Fresco. Desde de 2010, o movimento tem mais de 400 mil membros. 
O Movimento Zeitgeist tem o seu nome tirado dos documentários produzidos por Peter Joseph.
Zeitgeist, o Filme (mas que oficialmente, não faz parte do movimento), estreou em 2007 e a sequência, Zeitgeist: Addendum, estreou em 2008. Um terceiro filme Zeitgeist: Moving Forward, que estreou em Janeiro de 2011, é o que está postado aqui. 
Neste documentário Peter Joseph afirma que o tema está focado no comportamento humano, tecnologia e racionalidade, assim como nos mostra exemplos de como uma real mudança poderá ser dada a esta nova sociedade. Desconfio de qualquer espécie de instituição, seja religiosa, econômica, política, e principalmente monetária. 
O movimento Zeittgeist é revitalizante, por mais utópico que possa parecer frente à uma sociedade acomodada , preguiçosa, individualista, ou miserável demais para se dar ao luxo de pensar sobre problemas existencias e planetários.
Segue  o link abaixo do movimento no Brasil.


23 junho 2011

Pimpão Triste



Aconteceu uma coisa estranha comigo. Quando ouço uma música _ como a maioria de nós _   tenho as sensações habituais:  saudade de uma época  ou de um lugar, enfim, os sentimentos extarordinários que ela nos remete a reviver. Se é um novo som, curtimos e queremos ouvir mais e mais. Se não gostamos é fácil, não ouvimos. A música não é invasiva, a não ser quando o sujeito que a está ouvindo, é! Aí temos que aguentar o som estridente do carro ao lado, a má sorte de ter um vizinho pagodeiro, ou um radinho descontrolado enlouquecendo quem está por perto. Existem sons tão comoventes que nosso corpo vibra com tal força, que é ela, aquela música que conta nossa história. Mas deixarei os devaneios e vou contar o que me aconteceu. Numa noite dessas estava com a parafernália ligada: ouvindo música no youtube, a tv com o som baixo, e conectada no facebook. O silêncio e o isolamento quebrados de todas as formas. Até aí, tudo bem, muita gente vive assim rotineiramente. Mas eu não. Moro no campo, e a casa é quieta. Não há barulhos externos e muitas e muitas vezes fico no silêncio. Gosto! Os sons são do rio, do vento, dos bichos: um latido que ressoa lá de longe, desencadeando uma audição canina em série, sapos que cantarolam depois da chuva _ muito chatos, insuportáveis _  coruja piando, cavalo que relincha, gato que mia, e assim se arrasta a ladainha rural por noite adentro. E há os momentos de silêncio absoluto, só rompido pelo pensamento. Mais radical ainda quando fico alí, sem pensar, sem som algum. Mas nessa noite que estava conectada virtualmente, ouvindo e vendo e conversando, conheci uma música de nome engraçado chamada Pimpão Triste. Comecei a escuta-la porque foi postada no face por um amigo compositor _  era uma lista longa, com várias composições suas, e estava ouvindo já há algum tempo _  o Pimpão Triste estava lá entre elas. Foi hilário, desandei a chorar compulsivamente, sem a menor predisposição, não faria isso em condições tão normais como aquela. Nem sentia algo por ela! Não tínhamos aparentemente nenhuma química e fiquei inquieta, perplexa pelo Pimpão me fazer soluçar. Que diabos era aquilo? O som do violino entrava na minha garganta e dava nó, até torcer a alma e eu chorar! O desconforto que uma emoção anárquica nos provoca, é um susto! Resolvi parar de ouvir por total estranhamento. Diante daquela cena quixotesca, fui aumentar o som da tv. Olhei para a tela do computador, lá estava ela, a música! Já refeita, e passado o constrangimento, fui ouvir mais uma vez o Pimpão Triste, como quem cutuca um formigueiro descalço, com cuidado! Fiquei olhando para mim, esperando altiva minha total indiferença. Comecei a ouvi-la, e claro, a  desmontar como uma perfeita idiota. Desisti. Morro de medo do Pimpão Triste. Não consigo racionalizar o que sinto quando a ouço. O que será que o  inspirou quando compunha? Seria um palhaço? Palhaços são tristes, ou o Pimpão era o seu cachorro? Talvez um apelido de um amigo de escola, pobrezinho! Será que o nome Pimpão que me deixou tão perplexa? A melodia é bela e triste. Mas que tristeza é essa! Se é minha, então que me conte. Mas não, chóro o choro de um pimpão triste! E mais, não sou de chorar por pimpões, nem mesmo alegres. Me diga, você ja chorou por uma melodia: sem passado, sem futuro, e solta no seu presente, porque até saudade do que nunca vivemos se tornou clichê, agora, lágrimas de verdade, e desbragadamente como se fosse outro alguém a nos chorar!
Ah, preciso saber de mais pessoas que vivenciaram isso!  

LinkPimpão Triste

17 junho 2011

O sebo

Olho para os livros comportados nas prateleiras. Como são bonitos! Acredito que seja  o único objeto que não admitimos tratar como tal. Seria um perjúrio contemplar  a coleção dos Imortais da Literatura, edição em couro, os títulos lavrados em relevo, aquela potência de mais de noventa volumes e não se sentir feliz . Ter livros é uma necessidade, uma referência. É o cenário em que cresci. Como gostar de plantas e animais de estimação. Foram muitas as estantes, nos mudávamos e as caixas abarrotadas de livros se mudavam com a gente. E assim mantenho a tradição. O Livro não é objeto comum, claro que não. Eles compõem o ambiente, trazem aconchego e personalidade. Fico meio desapontada quando vou à casa de alguém, bato o olho e há aquele deserto de muitos móveis, telas e tapetes. Se não houver nem um punhado de livros, desconfio no ato! E se houver, dependendo dos títulos, desconfio ainda mais! 
Trabalhei uma época numa livraria e sebo. Constatei algumas curiosidades sobre a vida que pulsa num comércio como esse. Uma delas é que nós, mulheres brasileiras, lemos muito pouco. A grande maioria das frequentadoras eram mães sempre mal humoradas e apressadas com listas de livros escolares, puxando seus filhos pelo braço, sem tempo para olhar nos nossos olhos, quanto mais para livros. Ou jovens atrás de edições de segunda mão para leitura acadêmica, na maioria estudantes de sociologia, psicologia e direito. As leitoras que buscavam genuinamente um livro para ler, corriam para a sessão de auto- ajuda, ou best-sellers de uma autora muito requisitada, Norma sei la o quê  _  ja não me lembro o nome _  uma leitura de gosto duvidoso, garanto! O top de vendas eram os livros espíritas. Passavam reto pelo corredor de literatura, filosofia, sem sequer pestanejarem. Os esotéricos também faziam bastante sucesso entre as mulheres, ficavam próximos à turminha da auto-ajuda. As estrangeiras lêem mais. Elas sim, na maioria senhoras atrás de pocket books. Mas não fugiam muito dos tradicionais romances água com açúcar. Quando entrava um casal, variavelmente os homens ficavam mais tempo nos títulos,  as mulheres dispersavam e logo iam para a sessão de dvds e cds. Mães de criancinhas também eram boas clientes atrás de livrinhos que dobram, cortam, a figura pula, ou tomam banho com a criança _ aqueles de almofadinha de borracha _. Decoradoras de festas, e também o pessoal que alugava estantes inteiras para cenário, eram bem práticos. -" Quero duas estantes desses livros velhos em couro nos tons marrom e preto". 
Eram três lojas, e trabalhei em todas elas _ fazia rodízio _. Algumas funcionárias muito mais experientes que eu, sabiam tudo sobre todos os títulos e temas. Mas não liam... Era como vender qualquer coisa: sabonete, roupa, bichinho de pelúcia, um trabalho como outro qualquer, e a força do hábito às ensinava a conhecer o lugar onde estava Ésquilo, Arthur Rimbaud, ou Zíbia Gasparetto. Era muito bom trabalhar na livraria, tinha desconto e comprava por uma pechincha. Fora os autores que não conhecia. Quando procurava para um cliente e ele deixava o livro em minhas mãos, tinha a sensação muitas vezes, de ser uma trama do destino para eu abri-lo. Gostava mesmo era dos clientes compulsivos, compravam livros pelo prazer de ler, ter, de possuir ou serem possuídos, não sei bem. Eram bons de conversa. Valia tudo: o cheiro, a capa, tamanho, cor, textura, era uma delícia assistir e compactuar com todo processo. Não saiam com menos de dez livros, e voltavam em dois, três dias, no máximo em uma semana. Um jornalista que fiquei amiga, era um desses, e sempre livros de romances policiais. Tinha todos e queria mais e mais. Me contou que alugou um apartamento no prédio em que morava, dois andares abaixo do seu, para os livros habitarem, já que o casamento estava em crise, tal sua obssessão e compulsão. Assim, resolveu o problema. Os livros eram uma espécie de  amante.
Contrariando o esteriótipo do paulistano  _ apressado, frio e individualista _ as pessoas na maioria, eram afáveis, dispostas a conversar sobre  livros, e muitas vezes refletir sobre a vida. Aos domingos famílias inteiras passeavam, e haviam também os solitários. Esses, entravam na loja com passos mansos, de bem com a vida, curtindo uma manhã em livrarias e se levando para passear.
Uma das situações que me comovia, era abrir um livro e encontrar uma foto, ou carta, às vezes uma dedicatória especial carregada de emoção, e ficava pensando como aquele livro , que um dia foi a representação de um sentimento, foi descartado pela vida.
Havia os gatunos. Alguns conhecidos na praça. Ladrões de livros e cds. Recebia um telefonema das outras lojas para ficar de olho que fulano estava na área. Nunca percebi nada. Nos sebos é tradição pechinchar na hora de pagar. Quando eram estudantes sempre que podia dava largos descontos, acho justo. 
Tinha os ambulantes que passavam todos os dias vendendo tortinhas, doces, pães caseiros, era mesmo tentador.
Haviam os famosos chatos figurinhas conhecidas no pedaço.. Ficavam horas, bagunçavam os livros, falavam demais e dificilmente levavam alguma coisa. 
Acreditava que um bom livro valesse um preço justo, mas não é assim. São comprados pelos donos dos sebos a preço de banana. .A avaliação do lote é pelo título, estado de conservação e se é de venda fácil. Uma dica: se for vender livros para o sebo, leve aos poucos, quanto maior o volume, menor o preço. Vale também para livros de arte, e para os mais raros. A burocracia para você doar às bibliotecas faz com que as pessoas desistam e acabem despachando nos sebos. No interior onde moro, não há livraria nem sebo, apenas uma papelaria com alguns livros. É uma pena, faz falta! 



  

16 junho 2011

Social Smokers





Os Smokers são um grupo de Spoken Word que reune slammer's, músicos e um vídeo/artista. Formou-se em Out de 2009 e edita em Dezembro de 2010 a sua primeira obra; o cd/livro/dvd - Magnetic Poetry (ed. transformadores)

"A poesia não ocupa agenda, a poesia mal ocupa livrarias, mal ocupa pessoas, a poesia ocupa bibliotecas, a poesia ocupa poetas e editores de boa vontade. A palavra – poesia – arrepia o mais apto dos sentinelas, provoca um misto de respeito e desconfiança. A poesia é uma baia – mulher morena ou barrote a separar cavalos, é escolher nas feiras dos manuseados. A poesia mal sai à rua, mal conhece pessoas novas. O Musicbox quis botar linha nesta narrativa do isolamento" ( Social Smokers).

Os Social Smokers são um projeto transversal que cruza a música, o vídeo e a poesia num formato spoken word nascido da descoberta da Poetry Slam. O grupo formou-se em outubro de 2009 e editou recentemente o Livro /Cd /Dvd 'Magnetic.
 Postei todos esses nomes técnicos para deixar bem informado quem entende. Particularmente, posso dizer que os Smokers me parece um grupo de rap português, trazendo como diferencial a poesia bem elaborada. Uma iniciativa válida e estimulante para tirar do isolamento jovens poetas e encontrarem uma forma de expressão integrada com som e imagem, mais participativa e divertida. 

Website

15 junho 2011

Pina Bausch


Considerada por muitos a maior artista do século, Pina Bausch revolucionou a dança. A mãe da dança teatro, com seu particular processo de criação. Uma contadora de histórias, suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida de seus bailarinos. Seus temas mais recorrentes eram as interações entre masculino e feminino. Uma inspiração para Pedro Almodóvar, em cujo filme Fale com ela, Pina aparece numa bela sequência de dança. A importância de Pina como pessoa e criadora para o cenário artístico mundial vira documentário em filme 3D de Win Wenders. Confira o trailer.