Um banco é um lugar que te empresta dinheiro se conseguires provar que não precisas dele. Bob Hope, ator norte-americano (1903-2003).
10 junho 2011
09 junho 2011
Quebrando o Tabu (2011) | Trailer Oficial
Este é um documentário que discute abrangentemente a polêmica sobre a legalização da maconha. Dirigido por Fernando Grostein Andrade, o longa exibe como trunfo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na posição de defensor da legalização _sem dúvida é ele o protagonista. Imperdível porque assume abertamente uma posição política na calejada discussão da droga na sociedade. Tema, que muito além de uma questão de saúde pública, tornou-se onipresente nos conflitos morais entre indivíduos de diferentes gerações. O jornal a Folha de Sâo Paulo, hoje, quinta feira dia 9 de junho, exibirá o documentário e promoverá um debate sobre o assunto após a exibição. O ex presidente, que havia garantido presença, disse que não irá; porém, marcará nova data com o jornal.
05 junho 2011
Pessoa
Dedico esse poema a essa gente de andar oblíquo que visita alguns planetas e conta como foi
"Mestre, meu mestre querido!
Coração do meu corpo intelectual e inteiro!
Vida da origem da minha inspiração!
Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?"
Álvaro de Campos
É um monte tudo isso: não falta drama
mas ferramentas apuradas
sinônimos garbosos, sangue gênio.
sinônimos garbosos, sangue gênio.
Uma asa imensa sobrevoando vigorosa
depondo sombra
batendo sobre residuais cotidianos
passa plana
sem razantes
planando, planando raza
pra lá do pra lá,
pra lá sem plano
Os cuidados baldios
À sua volta o enredo
o em torno
o existido
Preciso_ urge_hay que! : experimentar
nem que por um sublime hiato
a transmutação
do insípido brandamente insosso
às vísceras da criação:
milagre da náusea tornada letra
crença velha de musa
hoje inspiração.
Cartesiana de pai e mãe
de terra batida
contada e contida
Comando que
Rogo que venha e leve
para away desse canto de mundo
onde o dispor, arrumar, passar
é uma fraude de rima fácil
Arrebata-me em fornalha!
Não almejo o entrementes
Aspiro às divindades
Respiro as tempestades
De todos os Pessoas
batendo sobre residuais cotidianos
passa plana
sem razantes
planando, planando raza
pra lá do pra lá,
pra lá sem plano
Os cuidados baldios
À sua volta o enredo
o em torno
o existido
Preciso_ urge_hay que! : experimentar
nem que por um sublime hiato
a transmutação
do insípido brandamente insosso
às vísceras da criação:
milagre da náusea tornada letra
crença velha de musa
hoje inspiração.
Cartesiana de pai e mãe
de terra batida
contada e contida
Comando que
Rogo que venha e leve
para away desse canto de mundo
onde o dispor, arrumar, passar
é uma fraude de rima fácil
Arrebata-me em fornalha!
Não almejo o entrementes
Aspiro às divindades
Respiro as tempestades
De todos os Pessoas
02 junho 2011
A ditadura dos politicamente corretos
Lady Gaga, Jastin Bieber e Obama são os mais seguidos no twitter. Um amigo americano que está passando uma temporada no Brasil ouviu muitas dúvidas de brasileiros sobre a morte de Bin Laden. Postou no facebook essa questão por curiosidade, queria saber como seus compatriotas vislumbravam esta possibilidade. Quase foi linchado, só pelo fato de questionar o governo. Isso é fato, eu acompanhei e vi discretamente ele apagar os comentários ofensivos numa dessas madrugadas .O mais surpreendente é que esse americano é jovem e sua lista de amigos é de uma faixa etária que assusta constatar tanto radicalismo. Os Estados Unidos da América tornou-se a ditadura da democracia. E como assimilamos os ecos da América, estamos perdidos se não nos livrarmos desse pesadelo da ética fabricada.
01 junho 2011
Colapso de Inverno
Despertar implacável
Os cabelos sem corte,
cresceram e deram-lhe
um ar de índia velha.
Os olhos tristes, de cão.
A boca com vincos
presos na garra de aço,
do tempo mordaz
No papel de parede
laços lânguidos,
verdes, mudos.
A mulher no espelho
olhou-me fixamente.
Até desconsertar-me
Com o corpo no reggae
não vou me adaptar...
Os cabelos sem corte,
cresceram e deram-lhe
um ar de índia velha.
Os olhos tristes, de cão.
A boca com vincos
presos na garra de aço,
do tempo mordaz
No papel de parede
laços lânguidos,
verdes, mudos.
A mulher no espelho
olhou-me fixamente.
Até desconsertar-me
Com o corpo no reggae
não vou me adaptar...
29 maio 2011
Água Branca
Sou o intervalo inédito
Entre o cosmo e a saída
O elevador para o zero
A ânsia da descida
O penacho ereto
Agulhado no coração
Sou a mão!
A apanhar bolotas metálicas
Do ar em frase
O aperto da dobra
O enjôo da obra
A duvidosa base
Sou a luta no Alto
O morto do corpo
A vida que espia
A bolha de encanto
Faísca de espanto
Estouro que pia
A melodia ociosa
Entre o deus e a gostosa
Sou Rosa!
A desdenhar lirismo
A ir colher sarcasmo
A rir fracasso físico.
Marco Pereira Cremasco
28 maio 2011
Nick Drake - Pink Moon
Era tarde da noite quando ouvi Pink Moon pela primeira vez. Não conhecia Nick Drake e não me lembro de alguém me falar sobre ele. No silêncio da casa o som suave e meio melancólico, trouxe um aconchego de sono tardio, de solidão boa de se viver. Dias depois, fui pesquisar quem era Nick Drake. Nasceu em 48 e morreu jovem na década de 70 aos 26 anos. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge. Era um virtuoso no violão, aprendeu a tocar clarinete e saxofone e foi pianista numa banda que formou no colégio. Drake vinha de uma família tipicamente inglesa e endinheirada, seguiu seu caminho pela música. Dizem que cometeu suicídio (assim apareceu no laudo), mas há controvérsias. Cada minuto que me aprofundava na matéria, mais me surpreendia. Foi reconhecido tempos depois como um gênio, e citado várias vezes na Rolling Stones. Na década de 80 foi reverenciado por artistas como R.E. M. Peter Buck e Robert Smith, dos The Cure. Drake exprime seu momento triste sem soar piegas ou exagerado. Pink Moon é uma melodia agoniantemente tranquila, boa pra ouvir de madrugada.
27 maio 2011
Sucrilhos
Tem coisa mais tola
que ser escancaradamente feliz?
Leio que os espermatozóides mostram
predileção pelas gordas
Leio que o simulacro
é o princípio de uma cultura
que define a vida como um espetáculo
técno- industrial
Em vão as instâncias da cultura...
Serei mais um cérebro comercial?
adoro sucrilhos
gibi, bulas e curas
Não conheço nenhum suíço
chamado Le Corbusier
apenas Joaquins....
que ser escancaradamente feliz?
Leio que os espermatozóides mostram
predileção pelas gordas
Leio que o simulacro
é o princípio de uma cultura
que define a vida como um espetáculo
técno- industrial
Em vão as instâncias da cultura...
Serei mais um cérebro comercial?
adoro sucrilhos
gibi, bulas e curas
Não conheço nenhum suíço
chamado Le Corbusier
apenas Joaquins....
CRIPTA
hotel velho, cheirando mal
com poeira e esgotos entupidos
Melhor ser cremado
Calor em mortalha sufocante!
Pior mesmo, ficar embaixo da terra
e ser comido pelos vermes
Ei verme I, passa o molho!
Parado aí, verme IV
Ficou decidido que o olho
é da mamãe...
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